segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Liberdade


Livre para fazer de meu coração lar e prisão;
Para fechar as janelas dos meus olhos,
Ignorar a luz do sol e da lua,
Viver minha vida e dar cabo dela.

Não a liberdade de correr pelos campos,
De dizer o que se esvai pelo coração-
como sangue de uma ferida.

A liberdade do esconder, do calar, da sutura.

Descansar em meu cansaço,
Dormir em meu coração partido.

Ignorar deus, seu amor, suas regras,
Ter só pra mim o melhor dos mundos.

Não amar, e não sofrer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mariposas II

Estou postando pouco ultimamente. . . então lá vai. Essa tirinha não é recente, e meio que é continuação de um outro texto.



Tá borradíssima. Mas basta clicar nela que ela fica bem legível.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Fluir

Cortei meu pulso.
Não pelo mórbido desejo,
mas por curiosidade.

Suavemente escorrendo pela mão,
as doces gotas
-as provei -
tocam o chão.


O fluir é gentil,
o corte não foi fundo,
o sangue flui pulsante.

Docemente um riacho a um ábeta
de algum modo puro como água,
propício a um novo batismo.

Sinto-me aos poucos livre
do vinho de minha própria
condenação.

O sangue flui:
verdade inexorável
saindo de minhas veias.


domingo, 21 de setembro de 2008

Feio

Sou feio.

Feio sou, quando acordo.
Sou feio, ao durar da manhã..
Feio sou, até o horário de almoço, pois então sou feio e gordo.

Permaneço feio durante toda a tarde, ao seu ápice, sou feio e cheiro a subáco.

Feio sou, ao cair da noite. Continuo feio em meus sonhos.
E acordo novamente.. feio.

Sou feio, quando estou bonito.

E serei feio, enquanto "feio" existir.



*Poema do meu irmão. Fiquei impressionado e postei aqui.